segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Multitarefa never more!!!!!!!

Estou numa luta intermitente por qualidade de vida. Chega de ser multitarefa!


Até pouco tempo atrás, eu tinha orgulho de ser multitarefa, realizar várias coisas ao mesmo tempo e me gabava de fazer tudo com eficiência. Hoje em dia, eu já não acho que isso tenha tanta vantagem assim, tampouco que eu seja tão eficiente quanto acreditava. Até porque, sempre existe alguma coisa que fica para trás quando a gente assume mais compromissos do que as 24 horas do dia são capazes de comportar. No meu caso, foi o marido quem ficou com a soca do meu dia, bem como os afazeres domésticos, sem contar a minha saúde. 


À cada quatro ou cinco meses tenho de ir ao médico por alguma coisa que não anda bem. Nunca me receitam remédios: ou tenho de mudar a alimentação ou o ritmo de vida, porque os exames nunca dão em nada, a não ser o refluxo gastroesofágico que ganhei nos últimos anos. Ainda assim, continuo a beber litros de café e Coca-cola, o que parece substituir o cigarro que não fumo há seis anos.


Antes de me casar novamente, eu costumava praticar cooper e fazer ginástica localizada duas vezes por semana. Atualmente, não encontro tempo para manicure! Duas faculdades, casa, marido, trabalho. Já perdi a expectativa de ter filhos nos próximos anos, só que a meta agora é dar um jeito de ter mais tempo para o meu casamento. 


Hoje tranquei o curso de Gestão Financeira. Vou cursar somente o Direito (que me oferece mais perspectiva de sucesso). Até o início do ano que vem, quero controlar um pouco as finanças da casa, voltar a cuidar de mim, curtir mais o casamento, escrever mais poesia. Não vou ficar me matando como antes, porque a vida é muito curta para não ser vivida e não faz nenhum sentido trabalhar ou estudar para não ter nenhuma satisfação.


Adoro jardins. Quero tempo para cuidar do meu, sentir o perfume das flores que cultivo, o cheiro da grama molhada quando chove, aquela paz de espírito no final da tarde, quando o sol está querendo se pôr no horizonte. Sinto saudades disso e daquele vazio de momento, quando não passa nada na cabeça, todos os problemas parecem estar em outro lugar e a vida é só existência.


Estou querendo comprar um tapete de yoga. Acho que vai ser um bom recomeço de exercícios. 

sábado, 7 de novembro de 2015

A liberdade é construída? Fala sério...

Eu era fan do Norberto Bobbio até ler "A era dos direitos". Em um dos capítulos, ele defende a tese de que os direitos são construídos e que a doutrina liberal surgiu da necessidade de se justificar os movimentos que queriam descentralizar o poder dos soberanos.
Ele critica veementemente o jusnaturalismo, corrente teórica que entende a liberdade como um direito natural. E como não poderia ser?


Se a liberdade é construída culturalmente dentro do processo histórico mediante a reprodução/ transformação das relações de produção, como o referido filósofo propõe, então os direitos humanos não podem ser universais, já que a liberdade pode ser um valor construído em uma sociedade e não em outra. Dessa forma, a escravidão torna-se legítima, considerando que "liberdade" é uma construção e não um direito natural.


Vale ressaltar quanto a essa questão que a "ideia" de liberdade é diferente da "liberdade em si". A ideia de liberdade defendida pelos jusnaturalistas, e também por boa parte dos liberais, está associada a um ambiente de não-intervenção. Por outro lado, a ideia de liberdade defendida pelos socialistas é substantiva, impregnada pelo igualitarismo utópico, e sustenta que somente pode existir liberdade em um ambiente onde as condições materiais para sua realização são iguais ou equivalentes entre as pessoas.


Acontece que liberdade não é sinônimo de igualdade material, mas de diversidade. As pessoas não são iguais, não possuem os mesmos talentos, não almejam as mesmas felicidades. Ser livre também não é "fazer o que quiser", mas implica a possibilidade de se determinar seus próprios objetivos de acordo com as circunstâncias que o rodeiam, sem a intervenção de uma outra pessoa ou do Estado, como afirma Hayek no livro "Fundamentos da Liberdade".


Essa ideia de liberdade substantiva está implícita em outro trecho do livro de Norberto Bobbio que marcou-me bastante: ao tratar dos direitos sociais, o autor afirma que estes são necessários para a concretização dos direitos individuais. O mais interessante é o paradoxo que esta afirmativa propõe, já que os direitos individuais, implicando a não-intervenção estatal, somente podem ser garantidos pelos direitos sociais que, por sua vez, demandam a intervenção do Estado que detém o monopólio da coerção legítima.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Acho que levei uns 20 minutos

Acho que levei uns 20 minutos para personalizar o blog. Nesse meio tempo, tudo o que estava inspirada para escrever extinguiu-se. Fazer o quê? O Blogger melhorou muito desde a última vez em que estive por aqui... escrevendo. Mesmo assim, ainda demorei muito. Já devia estar fazendo bolo para o maridão, tentando não pensar em todas as coisas que ainda temos de arrumar antes de nos mudarmos para nossa casa própria.Não tem coisa mais estressante que casa própria. O sonho termina quando a gente pega a chave. Daí você descobre o probleminha na fiação, percebe que a grana para escritura, documentação, engenheiro, etc., era só o começo de um orçamento que não tem mais fim.Claro que estou suuuuuuuuuuper feliz. Sair do aluguel é um avanço e tanto! Mas, puxa vida... que ASSALTO! 
  • 2% de ITBI
  • Um absurdo de taxa de registro de imóvel!!!!!
Sem contar a taxa de engenharia que o banco pediu para avaliar a casa: R$ 1.240,00!!!!! Isso, porque o programa "Minha casa, Minha vida" supostamente seria para atender à classe C... sei, sei...Na boa, pobre até paga tudo isso, mas a que preço, hem?! A gente acaba aceitando, como sempre, mas não é nem pelo subsídio (que foi simbólico), mas pela taxa de juros da caixa que é bem menor que dos outros bancos. Vale a pena tanta espera (demora horrores!) e tanta ansiedade.Bom, é isso... o restante da vontade de escrever gastei personalizando o blog.